Como Organizar as Finanças em 4 Simples Passos

Como se ajustar financeiramente? Ou seja, como se organizar do ponto de vista financeiro?

É isso que vou te ensinar aqui: como organizar as finanças em 4 passos SIMPLES!

Os 4 passos são bem simples mesmo. Não confunda simples com fácil, okay?

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Pois se fosse muuuuito fácil mesmo: convenhamos que todo mundo teria seus controles próprios, bem como o hábito de poupar dinheiro e atingir objetivos financeiros.

Mas gastar tudo que se ganha é beeem mais fácil, né não?

Em geral, quanto mais ganhamos, mais gastamos. Pior que isso se dá de forma não intencional. Vai acontecendo meio que de forma robótica e automática mesmo.

“Entra que nem sente.”

Um bom exercício mental nesse sentido é comparar o seu modelo de gastos atual com o seu próprio modelo de gastos de quando recebeu seu primeiro salário. Precisa anotar nada não, para aí 10 segundinhos na tua mente e faz essa comparação na tua cabeça. É bem diferente, né?

É raro alguém que, intencionalmente, procura manter o mesmo padrão de vida e consumo mensal e anual.

A bronca é que arrumar despesas fixas mensais ou anuais é facílimo. Difícil é conseguir se livrar delas quando necessário.

O fato é que, se não estamos presentes pra necessidade de se poupar, de se criar uma reserva financeira, e se não estamos com uma intenção claramente setada em nossa mente: nossa grana é toda gasta e pronto.

Então, reconheço que é preciso um esforço extra mental aí. MAS te garanto que o esforço vai ser muito menor se você seguir os quatro passos que apresento aqui nesse artigo.

2 dos 4 pontos abordados aqui foram apresentados ainda em março/2018 quando participei de uma entrevista ao vivo na Rede Globo (o vídeo segue mais abaixo).

Bem, se você nunca parou pra fazer a tarefa de casa e se ajustar financeiramente, ficar apenas se lamentando, deixando pra depois ou achando que é tudo muito complicado, não adianta. Saca logo esses quatro passos abaixo e vamo simbora!

 

#Passo 1# Saber Quanto Gasta


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No final de 2017 fiz uma pesquisa com os milhares de leitores cadastrados no PoupeMe.com e cerca de metade das pessoas disseram “Não” pra seguinte pergunta:

Você sabe responder, com exatidão, em 1 segundo, quanto gasta por mês?

Pois é! Saber quanto gasta é o ponto número 1 dos 4 passos!

Eu falei que era simples essa parada de organização.

Parece resenha e blablablá mas isso é sério, hehehe.

Mas atenção: tô falando de ter ANOTADO o quanto gasta!!! Não é contabilidade mental e espírita não.

A questão inicial é saber, no papel mermo, como gasta e quanto gasta. Obviamente, pode ser numa planilha ou em aplicativos específicos, você decide.

O fato é que todo mundo sabe muito bem quanto ganha. Mas POUCOS sabem quanto gastam exatamente, ou até mesmo qual seria sua média de gasto.

Então, pra se organizar, é fundamental saber, primeiro, quanto gasta e COMO gasta exatamente.

DEPOIS, você parte pro seu planejamento.

Se isso de ter que anotar os gastos ainda não fizer sentido pra você nesse momento, teste então mapear seus gastos, um-a-um, apenas para os próximos 30 ou 60 dias que tu vai entender porque danado esse passo é essencial.

Eu sei que parece exagero, mas tente.

 

#Passo 2# Planejar Como Vai Gastar


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Agora sim…

Considerando que você já sabe quanto e como gasta sua grana, chegou a hora de priorizar.

Pois é, o planejamento é, na verdade, uma priorização de gastos. Só isso.

O seu planejamento é olhar para o futuro (próximos 12 meses) e decidir, agora, quais gastos você vai ter e quais gastos você não vai ter.

Lembrando de incluir também a poupança de investimentos mensais.

Outra coisa importantíssima e que nunca vi ninguém falando por aí: no momento do planejamento, sugiro espelhar seus valores pessoais na sua distribuição de gastos.

Como assim valores pessoais no meu planejamento?” Explico mais detalhado…

O que é mais importante pra você: educação ou dar presentes pra galera? Você gasta mais com escola, cursos, livros e treinamentos pra você, ou gasta mais comprando presentes de casamento e aniversário pros seus amigos e familiares?

O que é mais importante pra você: sua aposentadoria/liberdade ou sua assinatura de TV a Cabo? Você gasta mais destinando recursos pra “comprar” sua aposentadoria ou gasta mais de mensalidade da NET?

Bem, acho que deu pra pegar o que eu quis dizer com espelhar os valores pessoais. E é aqui que entra aquele esforço mental que falei no início do artigo.

Outra lógica do planejamento é sacar que esse passo não é um evento único, é um processo que envolve duas etapas:

#1# Planejar como vai gastar;

#2# e depois acompanhar/controlar esses gastos.

Repare que a etapa 2 de acompanhar/controlar os gastos é equivalente ao passo 1 de saber o quanto gasta. Ou seja, é um processo retroalimentável.

Esses dois passos foram dados ao vivo em entrevista à Rede Globo no dia 20/03/2018.

Caso você não tenha assistido ao vivo, a gravação da minha participação está disponível aqui ó:

O que achou? (dale nos comentários desse artigo)

Ah! E se liga aqui também!!!! Um erro MUITO comum no planejamento financeiro é considerar apenas os gastos mensais e esquecer dos gastos anuais (falei isso no vídeo).

Os esquecidos geralmente são os gastos com:

  • IPTU, IPVA e Seguros
  • Matrículas de escola/faculdade
  • Material escolar
  • Festas de aniversário
  • Presentes de casamento e de aniversário
  • Presentes de Natal
  • Décimo terceiro e férias de empregados
  • Dedetização, pintura, reforma e manutenções em geral
  • Roupas, sapatos, etc. (vestuário)

É por isso que, além de estar alinhado com seus objetivos financeiros, o planejamento deve olhar 12 meses na frente.

Inclusive, temos duas planilhas aqui no PoupeMe.com pra te ajudar nesse passo. Clica aqui pra conferir uma planilha completa ou aqui pra conferir uma mais simples.

MAS para realmente ficar imune a qualquer erro de planejamento, você precisa elevar seu coeficiente de cagaço e chegar acreditando na vera no nosso passo número 3.

 

#Passo 3# Ter uma Reserva Financeira


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Primeiro, é importante entender que é impossível fazer um planejamento perfeito.  Então, é essencial possuir uma reserva financeira.

(se tu ainda não tem, então refaz teu planejamento de gastos do passo 2 pra começar a construir a danada)

Não vejo muito sentido em juntar dinheiro para qualquer objetivo financeiro se você ainda não tem uma reserva de emergência.

Detalhe: pode chamar de “reserva de emergência”, “reserva financeira”, “colchão financeiro”, tanto faz.

Reserva de Emergência = Colchão Financeiro = Colchão de Segurança = Reserva Financeira.

O fato é que a sua reserva é calculada em meses ou anos.

Uma reserva financeira é o quanto você tem guardado e com boa acessibilidade (com muita liquidez), dividido por seu custo de vida mensal.

(Reserva) = (Grana Guardada) / (Custo de Vida Mensal)

Olha só como está interligado: o quanto você gasta (passo 1) tá aparecendo aqui novamente como custo de vida mensal.

Bem, uma “reserva de emergência” serve primordialmente para:
-> você nunca precisar de ajuda de ninguém e nunca pegar empréstimo pra nada, não importando o que venha a te acontecer.

Sem uma reserva de fato, em algum momento você vai terminar utilizando a grana que seria para se aposentar ou que iria para outro objetivo financeiro qualquer.

Ainda, uma reserva de emergência ou colchão financeiro é também uma espécie de refúgio para gastos extraordinários que possibilitem bons momentos, bons negócios, ou que te façam pagar menos por algo (pagando à vista).

Ao utilizar sua reserva, lembre-se de pagar prestações a você mesmo pra repor a quantia.

Sim… já temos um artigo completo completo aqui sobre a reserva de emergência. Se quiser ler e receber essa lavagem cerebral basta clicar aqui.

 

#Passo 4# Aprender e Estudar sobre Finanças


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Opa!

O passo número 4 é aprender e estudar sobre finanças pessoais e investimentos. Êêêêêê!

Então, parabéns! Se você está lendo isso daqui já é um aprendizado, hehehe.

O passo 4 vem alertar que a busca por educação financeira deve partir de você.

Sim, é verdade que somos órfãos nesse tema pois não aprendemos isso em casa, não aprendemos na escola, não ensinam na faculdade, os governos fazem quase nada e os bancos muito menos.

Mas o que é ser educado financeiramente? Vejamos o conceito de educação financeira trazido pela enciclopédia Barsa, ou melhor, trazido pelo Wikipédia mesmo que é mais fácil de dar um Ctrl+C, Ctrl V:

A educação financeira surge como resposta para orientar a tomada de decisões, informando sobre os serviços financeiros ofertados, sobre necessidades e desejos de consumo, de necessidades de poupança, financiamento e juros, investimentos e rendimentos. Pode ser entendida como o conjunto de informações que auxilia as pessoas a lidarem com a sua renda, com a gestão do dinheiro, com gastos e empréstimos monetários, poupança e investimentos de curto e longo prazo.

E aí? Se enquadrou?

Vou ser completamente chato agora: se você não tem certeza se tem ou não educação financeira, é porque provavelmente não tem.

Admitir nossa ignorância é o primeiro passo passo para buscar conhecimento.

Ah… e se você não tem educação financeira, mas sabe ler e tem acesso a internet… Então não ter educação financeira passou a ser uma decisão sua, hehehe.

FIQUE ATUALIZADO, ASSINE E POUPE TEMPO


 

Agora uma dica extra…

 

#Passo Extra 5# Colocar em Prática os Quatro Primeiros Passos


De nada adianta chegar aqui, ler os 4 passos, e não colocar em prática.

Bora, môvéi! Ação! Coloca os 4 passos em prática aí, hehehe.

Não é fácil, mas é simples! Questão de escolha.

 

Resumo


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E os 4 passos de como organizar as finanças são:

#1# Saber Quanto Gasta

#2# Planejar Como Vai Gastar

#3# Ter uma Reserva Financeira

#4# Aprender e Estudar sobre Finanças

#5 – EXTRA# Colocar em Prática os Quatro Primeiros Passos

E pra agora…

Deixe um comentário e compartilhe o que você achou deste artigo.

E, caso você tenha assistido a entrevista ao vivo (ou acabado de assistir à gravação aqui no passo 2), comente também o que achou das dicas na Rede Globo.

Bem… adorei poder passar o que pratico e estudo todos os dias para milhões de pessoas. O cara pode falar de tudo e mais um pouco na internet, mas ainda é impressionante a repercussão que a TV aberta tem em plena era pós-digital.

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